No man's land
O Jorge Palma sempre me crispou e nunca percebi porquê.
Eu até gosto. Verdade seja dita, gosto mais da personagem do que própriamente da música (seja quem for que vai fazer jam sessions ao Johnny Guitar com os Xutos tem que ter alguma coisa que se aproveite...)
Tudo isto porque hoje percebi o que é que me crispa. Estou a mudar de casa e a olhar para objectos em que não mexo há anos e um desses objectos foi um disco (disco, sim, em vinil) do Jacques Higelin e de repente fez-se luz: o Jorge Palma 2005 é o Jacques Higelin 1981. E veio-me à boca o mesmo sabor misturado de amargo, seco e doce daquelas sementes que servem nos restaurantes indianos no fim da refeição (sof? será?). Pois é.
Nada disto é particularmente interessante, mas como me vou esquecer, assim fico com mais um apontador para me lembrar de comprar (sim, comprar) um disco do Jorge Palma.
Comentários
Uso amiúde o meu blogue para isso mesmo: tomar notas pessoais. É mais divertido que usar post-its e tem a vantagem de, ao contrário destes, não se perder ;)
Por Paulo | fevereiro 27, 2005 11:54 PM